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Quem viver, será. Alguns movie-mentos.

Olá, caros amigos.

O vosso rabugento autor está muito ocupado ultimamente,
o tempo está resumido. Tomando algumas decisórias e
controvérsias atitudes na atravessada vida moderna,
estou quase condicionado ao destino que me limita sobreviver.

O bom disso tudo, é que entendi a idéia de adaptar-se.
Entendi e encarei.

Existem aqueles que ainda não perceberam o quanto é necessário
adaptar-se para se manter aqui depois de tantas crises internas, ou não.

É uma questão de interesse pessoal.
É fundamental para meu próprio sustento.

Por fim, eu não vou fechar o Blog, não há motivo para ficarem animados. :B

Agora o Zin está no 4º período de Letras e atolado
de trabalhos acadêmicos ou serviços de outros tipos,
mas com uma nova mentalidade e renovado em questões de metas.

Para não deixar escasso, a recente boa nova é a produção
de um curta-metragem, onde eu e um grupo de outros malucos,
estamos remontando um conto ambientado
no mundo sujo de Frank Miller, o criador de SinCity.

Cinema é uma área que eu não entendo praticamente nada,
pelo menos não em questões técnicas.
Está sendo uma experiência que apesar de amadora,
está entusiasmando toda a equipe.

Luz, câmera é ação! (Sempre quis dizer isso.)

Abraço e alguns rabiscos no braço,
daquelas que são ruins de apagar,
de caneta Pilot.

Overclock Pessoal

Tem sido dias chuvosos, bem daqueles que eu gosto.
Nessas mudanças de rotina apropriada para tal,
as paredes vão me sufocando ao contrario,
é bom, prazeroso, aroma do novo, como canja.

Tenho a certeza nítida que estou chegando a um Free Your Mind.
Não vou colocar o nome da minha mãe exposta na bomba,
mesmo que a certeza do acontecer seja uma galeria de arte.
O trajeto não é externo.
O trajeto sou eu mesmo.

Lendo e ouvindo muito Drummond.
É como poesia viva, como poesia viva.
E agora José? E agora Zin?
Tem uma pedra no meio do caminho,
no meio do caminho tinha uma pedra…

drummond-conversando.jpg

Egorulez

Queria estar em uma situação que pudesse me auto-classificar, mas até que ultimamente, os dias tem sido proveitosos e engraçados com essas minhas teorias conspiratórias à respeito de qualquer besteira, beijo roubado em quinta-feira nada importante, filmes western com Clint Eastwood em tardes calorentas, saudade quase constante das minhas porras loucas prediletas (sem citar nomes), dor de cabeça com jogo-simulação da guerra de 42, iniciação em Poker Texas Hold´em, leitura massiva dos livros que achava tão chatos quando era pequeno, esquematizando novas apresentações do Tacos e Pedaços, esperando temporada 2008 de F1 começar, vontade de beber cerveja alemã e pegar uma loira gostosa em seguida.

Vai que eu tou melhor mesmo.

Dia da geladeira e um presente dos céus.

Hoje, eu estou de fato mais velho, não significa que todo dia eu não cresça, é só a repetitiva data pós-carnavalesca que me faz entender isso. Não posso mentir para ninguém, eu nunca gostei muito do meu próprio aniversário, seja pelas eventualidades, seja pela falsidade por parte de muitos, seja por não ter muitos amigos legais pra beber vodka e assistir um filme.

Em dias como esses, tenho o costume de apelidar de “Dia-da-geladeira”, de fato, uma brincadeira com o antigo seriado da família dinossauro, (em outra oportunidade eu explico). Dias da geladeira, são dias que deveriam ser bons, mas geralmente são ruins e as pessoas fingem que está tudo bem, seguindo uma espécie de protocolo, tudo para parecer o mais bonito possível.

Não estou muito feliz com esses 19 anos perdidos, mas hoje ganhei da natureza um super presente e eu não esperava. Quando deu 00:00, fui presenciar um eclipse lunar total. A lua estava vermelha, linda e eu estava atrás da casa, encostado em uma caixa d’água, observando atentamente a lua até as 2:00 da manha. Tentei não refletir sobre nada, não pensar sobre nada, somente vendo o espetáculo no céu.

Para completar o pouco de paz que estava tendo, liguei para algumas pessoas que gosto muito para ver a lua também e depois fiquei escutando o álbum “Dark Side of The Moon” do Pink Floyd, que se encaixava perfeitamente com o lugar, com o ambiente, com a situação.

Agora são exatamente 4:16 da manhã, meu download do Kraftwerk ta em 50% e eu estou em paz, muita mesmo, apesar de não estar satisfeito com “situações”, mas estou realmente bem e se pudesse não deixaria a manhã chegar para acabar com esse meu momento.

Segundo o registro, nasci as 6:00 horas da manhã do dia 21 de fevereiro de 1989, em um raríssimo dia com saraiva na cidade de Buíque, Pernambuco.

A noite não é criança, é um bêbado.

Sempre fui um cara apaixonado pela madrugada. O silêncio do mundo, as pessoas dormindo e sonhando com seus desejos ou amedrontados pelos horrores dos pesadelos, enquanto eu fico aqui, acordado com bastante freqüência, me sentindo capaz de entender coisas complicadas que o dia não me permite entender. É assim que funciona.

Mas tem a parte dolorosa também, como toda paixão ilusória. Não vou explicar essa parte, por todos estarem cansados de saber do que se trata. A profundidade é proporcional a solidão e mesmo estando tudo no seu devido lugar, você não se agrada, porque a solidão distorce totalmente as coisas ao seu redor, você interpreta e enxerga tudo de outra maneira.

É o fato de estar distanciado socialmente que faz isso acontecer, ficar deprimido fácil. Então a noite se converte em algo lúgubre.

Mesmo sem ser cristão, posso citar uma parte na bíblia que é no mínimo, adequado:

O choro pode durar uma noite, mas a alegria, vêm pela manhã.” (Salmo 30:05)

Você finalmente se esquece de tudo, um amotinado de figuras incompletas passam por sua cabeça e é um grande fardo que te faz cair, e cair feio. Até que de tão cansado, você consegue dormir em paz, nem que seja um pouco.

Meu espelho.

Certo dia, enquanto encarava apaticamente o meu reflexo não-narcisista às 3:00 da manhã, uma frase brotou do mesmo olhar caféinado de sempre e sob o efeito de droga tal, rapidamente escrevi no espelho:

“Minha cabeça é um sertão sem certeza.”

No dia seguinte, a frase fez jus ao dono, quando na invalidez de minha postura de “gente boa”, disse para a mulher que não era merecedora de outra resposta se não um belo blefe:

“Eu não sei do que você está falando.”

Quando realmente sabia o que acontecia, mas preferi ficar quieto e
acontece que não deixei mais de escrever no espelho desde então.

As chances estão contra nós, mas nós estamos por aí…

Quando uma coisa não é pra dar certo, não dá mesmo e ponto final.

Somos por nós mesmos, seres com atitudes viciosas, portanto não sejamos teimosos, pois é exatamente a teimosia quem nos leva ao fracasso. Procure alternativas, sempre haverá uma porta aberta esperando a oportunidade de você chegar.

Alguns encaram essa “Lei de Murphy” como uma extravagância, um exagero.

Mas eu vejo diferente, essa dá oportunidade a não passar por certos momentos, afinal existe coisa mais sábia do que evitar o próprio sofrimento?

Entrei na Matrix

A expectativa em pessoas que não valem a pena é algo muito saudável, pois decepções fazem incontestavelmente uma pessoa ficar mais madura.

Nessas horas, baixamos a guarda, sedemos nosso espaço, insultamos nossos próprios adjetivos… Tudo para chegar em uma situação improvável, uma espécie de suicídio.

Mas como diz minha velha e cansada avó: “Quem muito se abaixo, o fundo aparece”.

E não é que ela está certa? Funcionou assim comigo também e percebo que hoje sou outra pessoa, afinal a conseqüência disso tudo é exatamente mudar e/ou enxergar pela dor.